O Que é a "Dante Alighieri"?

A Associação Dante Alighieri é uma associação civil, independente, autônoma; sem fins lucrativos, regularmente constituída (Publ. D.O.F. de 30/03/93 *Reg. Pess. Jurid. no Cartório de 2º Oficio nº 2687 de 15/04/1993) que se propõe cooperar para o progresso da comunidade brasiliense através da cultura italiana.

A Associação Dante Alighieri de Brasília é ligada à Associação Dante Alighieri de Roma, a qual desde 1888 atua para a cooperação da cultura italiana com a cultura de outros países.

 

Comunicado
Novo Diretivo pela Associação Dante Alighieri

No dia 28 de outubro a Assembléia Geral dos Sócios da Associação Dante Alighieri elegeu o novo conselho Diretivo. Foram elegidos os seguintes conselheiros:

Presidente: Gianluigi Planezio
Vice Presidente: Jucemar Jose Imperatori
Adriano Meirelles Patti, Erlan Jose Peixoto do Prado e Alaude Soares Juniorformam o Conselho Fiscal; Leticia Marchini Loureiro e Marlene Pereira dos Santos são as coordenadoras das atividades.

Nas primeiras palavras do novo Presidente são indicadas as primeiras iniciativas para divulgar sempre mais a cultura e as tradições Italianas, entre elas mais iniciativas culturais nos locais da “Dante” e um passeio cultural pela Itália.

Atividades

A Dante Alighieri desenvolve suas atividades organizando cursos (de idiomas, cultura e arte), encontros, reuniões, convênios, congressos, exposições, concertos, bolsas de estudo, viagens, serviços de informações, traduções, biblioteca, áudio e videoteca, jornalismo e editoria.

A Dante Alighieri não pretende atuar sempre por conta própria, ao contrário, cada vez que for possível, procurará a colaboração de pessoas e entidades que possam participar das finalidades da Associação.

A Dante Alighieri está disposta a dar sua adesão e seu apoio a qualquer iniciativa séria, voltada ao bem estar e ao progresso (sobretudo cultural) da comunidade.

O Patrimônio da Dante Alighieri é constituído dos bens e imóveis adquiridos ou doados, das cotas e contribuições dos sócios, dos patrocínios de empresas, das rendas eventuais de suas iniciativas. A Dante Alighieri responde a terceiros somente com o próprio patrimônio e com seus fundos sociais, excluindo responsabilidade de Dirigentes e Sócios. Nenhum cargo social tem retribuição, vantagens ou qualquer remuneração. A eventual renda das iniciativas será utilizada para fins próprios da associação.

Cunho Social A Dante Alighieri, convencida da estrita ligação entre cultura e sociedade, entre alem das iniciativas estritamente culturais, propões-se também a cooperar-na medida do possível - cominiciativas próprias ou de outras entidades para assistência e serviço social.

Por que ser Sócio da "Dante" ?

· para fazer pessoalmente alguma coisa a favor da cultura de Brasília;
· para favorecer o relacionamento cultural Brasil-Itália;
· para cooperar concretamente na amizade Brasil-Itália.

Os sócios da "DANTE" ...

· Têm redução nos cursos;
· Têm empréstimo gratuito de livros e fitas;
· Participam gratuitamente às sessões do CINEFORUM;
· Tem facilidade na participação à todas atividades da "Dante"
(concertos, palestras, jantares, festas, culinária, informações exclusivas, etc.)
· Têm ajuda para traduções e correspondências em italiano.

Enfim, fazem parte da grande família da "Dante" no mundo.
(mas de um milhão de sócios em 60 países)

Para ser Sócio

Todas as pessoas interessadas nas finalidades da Dante Alighieri podem em princípio fazer parte da mesma, apresentando um pedido no formulário próprio e pagando a anuidade (R$ 400,00 por ano).

Dante Alighieri nasceu em Florença (no ano de 1265). De uma família de modesta nobreza. Teve uma juventude mundana (ou melhor, “cortês”), mas, ao mesmo tempo, se dedicou a estudos sérios, pensando em dedicar a vida à cultura e à arte literária.
Foi em contato, de amigo e discípulo, com Bruneto Latini , uma das pessoas culturamente mais em vista em Florença e Bolonha (onde já funcionava a primeira famosa “Universidade” italiana). Outros amigos da juventude de Dante foram os poetas Guido Cavalcanti, Lapo Giani e (mais tarde) Cino de Pistóia: com esses ele partilhou uma cultura aristocrática e uma apurada poesia, formando uma “escola” que mais tarde o próprio Dante definiu como “dolce stil novo”.
Foi com a idade de nove anos que Dante viu pela primeira vez Beatriz reencontrando-a só depois de outros nove anos, elevando-a a mulher ideal, a musa inspiradora da sua poesia e, quando então escreveu a “Commedia”, a sua guia (teológica e espiritual) no cântico do “Paraíso”. Beatriz morreu jovem (em 1290), antes que Dante escrevesse a maior parte de suas obras; enquanto Dante casou-se com Gemma Donati, com quem teve três filhos, e com a qual pouco viveu por causa do exílio.
Sem deixar seus estudos, principalmente de filosofia e teologia, acerca dos trinta anos, Dante começou a intervir na vida pública de Florença, junto com o partido dos “Guelfi”, foi um “Guelfo Bianco”.
Participou também de algumas batalhas com o exército florentino (em Campaldino – 1289 – Contra os Ghibellinos de Arezzo) e contra os Pisani (Ghibellini), numa guerra na qual os Guelfi florentinos conquistaram o castelo de Caprona.
O ano de 1293 foi importante para Dante porque foi o ano da proclamação dos “Ordenamentos de Justiça”. Por aqueles “Ordenamentos”, os nobres foram excluídos do poder e somente podiam participar do Governo de Florença aqueles que eram alistados nas “corporações” das “artes e profissões” (praticamente os “burgueses”, porque o povo foi mais uma vez excluído do poder).
Dante também se sentiu forçado a se inscrever em uma “arte”, e, como quase todos aqueles que professavam cultura, inscreveu-se (evidentemente apenas formalmente), na arte “maior” dos “médicos e farmacêuticos” (além das artes “maiores” que eram sete, existiam também as outras “artes”, médias e as menores, que porém não participavam do governo).
A carreira política de Dante culminou com a sua nomeação a “Priore”, supremo cargo público na Florença da época, mas somente de 15 de junho a 15 de agosto de 1300, (porque o cargo era só por dois meses). Terminado seu “priorato”, Dante foi enviado como embaixador a Roma, para tratar de evitar, junto ao Papa, que Florença caísse nas mãos de Carlos de Valois. A missão de Dante não teve êxito. Pior: na sua viagem de volta teve a notícia de ter sido acusado e já condenado por acusações referentes a seu “priorato”. Dante então não voltou a Florença e começou assim aquele longo exílio que não lhe permitiu nunca mais voltar à pátria.
Dante nesta época foi vítima (ele e seus filhos) das mais pesadas condenações (incluindo a pena de morte). Nas turbulentas vicissitudes políticas que se seguiram, Dante, que foi substancialmente fiel ao partido Guelfo (embora sempre contrário ao Papa e partidário do retorno do poder imperial) teve também oportunidade de voltar a Florença mas com condições que ele julgou humilhantes e que não aceitou.
Peregrinou então pela Itália (às vezes com alguma missão diplomática, às vezes procurando ou aceitando a hospitalidade de algum protetor).
Foi certamente também a Paris, talvez a Londres e certamente em muitos lugares, mas não em todos aqueles que posteriormente foram-lhe atribuídos.
Importante é notar que em todos esses anos, até a morte (15 de setembro de 1321, de retorno de uma embaixada em Veneza, representando a cidade de Ravenna), continuou a escrever obras, em prosa ou poesia, obras pelas quais é justamente considerado o maior poeta italiano, pai da poesia italiana e, comPetrarca e Boccaccio, pai da língua italiana, que assim tornou-se aquele “volgare illustre” defendido por ele mesmo e que tinha por base o “vulgar” florentino da época.

OBRAS DE DANTE

1.VITA NOVA(1823-1295) (em italiano)
Antologia de poesias ligadas uma a oura com capítulos de prosa. A “Vita Nova” é a obra prima do “Dolce stil novo”.

2.CONVÍVIO(1304-1307) (em italiano)
Deveriam ser 15 tratados, como comentários de 15 canções. O livro foi interrompido no 4º tratado. O que Dante planejava era uma espécie de enciclopédia doutrinal. Renunciou para escrever a “Commedia”.

3.DE MONARCHIA(1310-1313) (em latim)
É o mais orgânico tratado de Dante, no qual expõe sua fundamental idéia política: atribuir ao Imperador o poder temporal (deixando ao papa o poder espiritual).

4.DE VULGARI ELOQUENTIA(em latim)
Em 4 livros, para defender e difundir o “Volgare Illustre”.

5.EPISTOLAE(1304-1319) (em latim)
Cartas entre as quais a mais importante é “Cangrande della Scala”, onde fala da “Commedia” e das finalidades da mesma.

6.RIME(em italiano)
Cinqüenta poesias em “volgare” que não entram nas outras obras.São de datas variadas e às vezes até é incerto se pertencem a Dante.

7. A “DIVINA COMMEDIA
Obra principal e fundamental.

A DIVINA COMÉDIA

A Divina Comédia é um poema didascálico-alegórico com cem cantos (34+33+33) divididos em três partes (Inferno, Purgatório e Paraíso) nos quais se resumem todas as idéias de Dante e da Idade Média em geral.
O poeta imagina fazer uma viagem através dos três reinos do além. Nessa viagem (guiado por Virgílio no Inferno e no Purgatório, e por Beatriz no Paraíso), Dante tem a oportunidade de falar e julgar pessoas do seu temo e da história passada, de exprimir um juízo moral sobre pessoas e coisas, e, ao mesmo tempo, de manifestar também suas idéias científicas, sociais e políticas, sempre dando à vida humana o significado e o valor profundo da moral e da religião.
Ao título “Commedia” foi acrescentado o “Divina”, somente em uma edição de sua obra feita em 1555.
As três cânticas foram compostas separadamente: o Inferno (nos anos 1304-1308), mas publicado apenas em 1314. O Purgatório, publicado em 1315, e o Paraíso escrito no período entre 1316-1321 e publicado somente após a morte do poeta.
A “Commedia” desde então foi o centro de uma intensa atividade crítica e filológica, colocando-se como uma das produções culturais mais representativas de todos os tempos. Embora se trate de um “poema” (grande composição unitária desenvolvendo uma história ordenada em todas as suas partes), são muitos os trechos “líricos” pelos quais muitas vezes Dante é conhecido e citado. Não temos nada contra, mas seria um grave erro histórico-literário pensar em Dante como um poeta de episódios líricos (por exemplo Paolo e Francesca, Caronte, O Conde Ugolino, etc) e não do poema “al quale poser mano e cielo e terra”.